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Seção de Legislação do Município de São Miguel das Missões / RS

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Leis Municipais
LEI MUNICIPAL Nº 125, DE 06/08/1990
INSTITUI O FUNDO DE APOSENTADORIA E BENEFÍCIOS DO SERVIDOR - FABS E DÁ OUTRAS PREVIDÊNCIAS. (Revogada pela Lei Municipal nº 1.536, de 12.07.2005)
LEI MUNICIPAL Nº 158, DE 14/12/1990
ALTERA O ARTIGO 7º, PARÁGRAFO 1º DA LEI Nº 125 DE 06 DE AGOSTO DE 1990. (Revogada tacitamente pela Lei Municipal nº 1.536, de 12.07.2005)
LEI MUNICIPAL Nº 822, DE 22/04/1998
ALTERA O ARTIGO 14, DA LEI MUNICIPAL Nº 125, DE 06 DE AGOSTO DE 1990 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Revogada tacitamente pela Lei Municipal nº 1.536, de 12.07.2005)
LEI MUNICIPAL Nº 925, DE 16/03/1999
ALTERA O ART. 1º DA LEI Nº 125, DE 06 DE AGOSTO DE 1990 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Revogada tacitamente pela Lei Municipal nº 1.536, de 12.07.2005)
LEI MUNICIPAL Nº 1.192, DE 18/12/2001
ALTERA O INCISO I E H, DO ART. 2º, DA LEI Nº 125, DE 14 DE DEZEMBRO DE 1990, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Revogada tacitamente pela Lei Municipal nº 1.536, de 12.07.2005)
LEI MUNICIPAL Nº 1.314, DE 31/12/2002
DISPÕE SOBRE O REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DAS MISSÕES E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
LEI MUNICIPAL Nº 1.566, DE 25/10/2005
ALTERA A LEI MUNICIPAL Nº 1.536 DE 12 DE JULHO DE 2005, QUE REESTRUTUROU O REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES EFETIVOS DO MUNICÍPIO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
LEI MUNICIPAL Nº 1.599, DE 28/03/2006
ALTERA A REDAÇÃO DOS INCISOS II E III DO ART. 13, DA LEI MUNICIPAL Nº 1.536/2005 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
LEI MUNICIPAL Nº 1.898, DE 18/01/2010
ALTERA A REDAÇÃO DO ART. 1º, INCISO III, DA LEI Nº 1.599/2006, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
LEI MUNICIPAL Nº 1.939, DE 25/05/2010
DISPÕE SOBRE A TABELA DE CUSTEIO NORMAL E ESPECIAL, A SER SUPORTADO POR SERVIDOR E EMPREGADOR PARA MANUTENÇÃO DO FABS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Revogada tacitamente pela Lei Municipal nº 2.362, de 31.03.2015)
LEI MUNICIPAL Nº 1.992, DE 07/12/2010
FIXA ALÍQUOTAS DE CONTRIBUIÇÃO MENSAL DO MUNICÍPIO PARA MANUTENÇÃO E CUSTEIO, NORMAL E ESPECIAL, DO REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL - RPPS - E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Revogada tacitamente pela Lei Municipal nº 2.284, de 17.06.2014)
LEI MUNICIPAL Nº 2.284, DE 17/06/2014
FIXA ALÍQUOTAS DE CONTRIBUIÇÃO MENSAL DO MUNICÍPIO PARA MANUTENÇÃO E CUSTEIO, NORMAL E ESPECIAL, DO REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL - RPPS - E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Revogada tacitamente pela Lei Municipal nº 2.362, de 31.03.2015)
LEI MUNICIPAL Nº 2.362, DE 31/03/2015
FIXA ALÍQUOTAS DE CONTRIBUIÇÃO MENSAL DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DAS MISÕES PARA MANUTENÇÃO E CUSTEIO, NORMAL E ESPECIAL, DO REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL (RPPS), E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Revogada tacitamente pela Lei Municipal nº 2.403, de 25.08.2015)
LEI MUNICIPAL Nº 2.403, DE 25/08/2015
FIXA ALÍQUOTAS DE CONTRIBUIÇÃO MENSAL DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DAS MISÕES PARA MANUTENÇÃO E CUSTEIO, NORMAL E ESPECIAL, DO REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL (RPPS), E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Revogada tacitamente pela Lei Municipal nº 2.507, de 27.12.2016)
LEI MUNICIPAL Nº 2.466, DE 18/05/2016
ALTERA DISPOSIÇÕES DA LEI MUNICIPAL 1.536/2005, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI MUNICIPAL Nº 1.536, DE 12/07/2005
REESTRUTURA O REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DOS SERVIDORES EFETIVOS DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DAS MISSÕES RS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

WALDIR PEDRO FRIZO, Prefeito Municipal de São Miguel das Missões, RS, no uso das atribuições legais que lhe conferem o artigo 84, III, da Constituição Federal e o artigo 76, III, da Lei Orgânica do Município.

FAÇO SABER, que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

TÍTULO ÚNICO - DO REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DOS SERVIDORES EFETIVOS DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DAS MISSÕES.
CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES E DOS OBJETIVOS

Art. 1º Fica reestruturado, nos termos desta Lei, o Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Efetivos do Município - RPPS de que trata o art. 40 da Constituição Federal.
   § 1º Para operar os planos de custeio e benefícios do RPPS, observados os critérios estabelecidos nesta Lei, fica criado, vinculado à Secretaria de Administração, de acordo com o art. 71 da Lei nº 4.320, de 17-03-64, o Fundo de Aposentadoria e Beneficiou dos Servidores - FABS.
   § 2º Caberá à Secretaria mencionada no parágrafo anterior a gestão do FABS, sendo de competência do Chefe de cada Poder a emissão dos atos necessários à concessão dos benefícios cobertos pelo RPPS.

Art. 2º O RPPS visa a dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos os beneficiários, e compreende um conjunto de beneficias que, nos termos desta Lei, atendam às seguintes finalidades:
   I - cobertura de eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada;
   II - proteção à maternidade, especialmente à gestante;
   III - salário-família e auxílio reclusão, para dependentes dos beneficiários de baixa renda e
   IV - pensão por morte.

CAPÍTULO II - DOS BENEFICIÁRIOS

Art. 3º São filiados ao RPPS, na qualidade de beneficiários, os segurados e seus dependentes.

Seção I - Dos Segurados

Art. 4º São segurados do RPPS:
   I - o servidor público ativo do Município, titular de cargo efetivo nos Poderes Executivo e Legislativo, suas autarquias e fundações, bem como aquele que estiver em disponibilidade remunerada;
   II - os servidores inativos, aposentados nos cargos citados no inciso anterior, e seus pensionistas.
   § 1º Fica excluído do disposto no caput o servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, o contratado por prazo determinado para atender necessidade temporária de excepcional interesse público, e o ocupante de emprego público.
   § 2º Na hipótese de acumulação remunerada, o servidor mencionado neste artigo será segurado obrigatório em relação a cada um dos cargos ocupados.

Art. 5º A perda da condição de segurado do RPPS ocorrerá nas seguintes hipóteses:
   I - morte;
   II - exoneração ou demissão;
   III - cassação de aposentadoria ou de disponibilidade, salvo quando retornar à atividade como titular de cargo de provimento efetivo;
   IV - falta de recolhimento das contribuições previdenciárias nas hipóteses previstas no art. 6º, I, II, III e IV, após decorrido o prazo referido no § 5º do mesmo artigo e;
   V - nas hipóteses do art. 6º, V, após decorrido o prazo referido no § 5º do mesmo artigo.

Art. 6º Permanece filiado ao RPPS, na qualidade de segurados, o servidor ativo que estiver:
   I - cedido, com ou sem Ônus, para outro órgão ou entidade da Administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios;
   II - afastado ou licenciado do cargo efetivo, independentemente da opção que fizer pela remuneração, para o exercício de mandato eletivo federal, estadual, distrital ou municipal, nos termos do art. 38 da Constituição Federal;
   III - em disponibilidade remunerada;
   IV - afastado ou licenciado do cargo efetivo, com o recebimento de remuneração, nos termos do Regime Jurídico dos Servidores;
   V - afastado ou licenciado do cargo efetivo, sem o recebimento de remuneração, nos termos do Regime Jurídico dos Servidores, observados os prazos previstos no § 5º.
   § 1º Nas hipóteses dos incisos I e II, a remuneração de contribuição corresponderá àquela relativa ao cargo efetivo de que o segurado é titular, e como se no seu exercido estivesse; devendo a concessão dos benefícios previdenciários seguir a mesma regra.
   § 2º Nas hipóteses dos incisos III e IV, a remuneração de contribuição corresponderá àquela que estiver de fato percebendo o segurado, devendo a concessão dos benefícios previdenciários seguir a mesma regra.
   § 3º O recolhimento das contribuições nas hipóteses referidas nos incisos I e II é de responsabilidade do órgão ou entidade em que o segurado estiver desempenhando suas atividades, salvo quando cedido em ônus para o cessionário, ou, no caso de exercício de mandato eletivo, quando houver opção do servidor pela remuneração do cargo efetivo.
   § 4º Exclusivamente nas hipóteses dos incisos I, II, III, e IV, desde que recolhidas ou repassadas ao RPPS as contribuições devidas, o período em que permanecer o servidor afastado ou licenciado será computado para afeito de aposentadoria e disponibilidade.
   § 5º Nas hipóteses do inciso V, o servidor mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuição, até doze meses após a sua cessação, sendo esse prazo prorrogado por mais doze meses caso o servidor tenha tempo de contribuição ao RPPS igual ou superior a cento e vinte meses.
   § 6º Nas hipóteses referidas no parágrafo anterior, a manutenção da filiação somente assegura direito ao benefício de pensão por morte, a ser concedido aos dependentes do segurado, ficando vedado o cômputo do tempo de afastamento para efeito de aposentadoria e disponibilidade.

Art. 7º O servidor efetivo cedido da União, dos Estados, do Distrito Federal ou de outro Município, permanece filiado ao regime previdenciário de origem.

Seção II - Dos Dependentes

Art. 8º São beneficiários do RPPS, na condição de dependentes do segurado:
   I - o cônjuge, a companheira, o companheiro.
   II - o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de vinte e um anos ou inválido;
   III - os pais;
   IV - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de vinte e um anos ou inválido.
   § 1º Os dependentes de uma mesma classe concorrem em igualdade de condições.
   § 2º A existência de dependentes de qualquer das classes deste artigo exclui do direito às prestações os das classes seguintes.
   § 3º Equiparam-se aos filhos, nas condições do inciso I, mediante declaração escrita do segurado e desde que comprovada a dependência econômica, o enteado e o menor que esteja sob sua tutela e não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação.
   § 4º O menor sob tutela somente poderá ser equiparado aos filhos do segurado quando, além de atender aos requisitos do parágrafo anterior, houver a apresentação de termo de tutela.
   § 5º Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantenha união estável com o segurado ou segurada.
   § 6º Considera-se união estável aquela verificada entre o homem e a mulher como entidade familiar, quando forem solteiros, separados judicialmente, divorciados ou viúvos, ou tenham prole em comum, enquanto não se separarem.
   § 7º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I e II é presumida e das demais deve ser comprovada.

Art. 9º A perda da qualidade de dependente, no RPPS, ocorre:
   I - para o cônjuge:
      a) pela separação judicial ou divórcio, enquanto não lhe for assegurada a prestação de alimentos;
      b) pela anulação do casamento;
      c) pela morte e
      d) por sentença judicial transitada em julgado.
   II - para o companheiro ou companheira, pela cessação da união estável com o segurado ou segurada, enquanto não lhe for assegurada a prestação de alimentos;
   III - para o filho e o irmão, de qualquer condição, ao completarem vinte e um anos de idade, salvo se inválidos, ou pela emancipação, ainda que inválido, exceto, neste caso, se a emancipação for decorrente de colação de grau em curso de ensino superior e;
   IV - para os dependentes em geral:
      a) pela cessação da invalidez ou da dependência econômica ou
      b) pela morte.

Seção III - Das Inscrições

Art. 10. A inscrição do segurado é automática e ocorre quando da investidura no cargo.

Art. 11. Incumbe ao segurado à inscrição de seus dependentes, que poderão promovê-la se ele falecer sem tê-la efetivado.
   § 1º A inscrição de dependente inválido requer sempre a comprovação dessa condição por inspeção feita por médico oficial do Município.
   § 2º As informações referentes aos dependentes deverão ser comprovadas documentalmente.
   § 3º A perda da condição de segurado implica o automático cancelamento da inscrição de seus dependentes.

CAPÍTULO III - DO CUSTEIO

Art. 12. São fontes de custeio do RPPS:
   I - a contribuição previdenciária do Município:
   II - a contribuição previdenciária dos segurados, inclusive dos inativos e pensionistas;
   III - doações, subvenções e legados;
   IV - receitas decorrentes de aplicações financeiras e investimentos patrimoniais;
   V - valores recebidos a título de compensações financeiras e
   VI - demais dotações previstas no orçamento municipal.

Art. 13. Constituem recursos do RPPS:
   I - a contribuição previdenciária, de caráter compulsório, dos servidores públicos ativos e em disponibilidade remunerada de qualquer dos Órgãos e Poderes do Município, incluídas suas autarquias e fundações, na razão de 11%, incidentes sobre a totalidade da remuneração de contribuição;
   II - a contribuição normal previdenciária, de caráter compulsório, dos servidores públicos inativos e pensionistas, na ordem de 11% (onze por cento), incidentes sobre a parcela que superar o limite máximo de benefício do Regime Geral de Previdência Social - RGPS dos servidores inativos e pensionistas e sobre o dobro desta parcela quando o beneficiário, na forma da Lei, for portador de doença incapacitante; (NR) (redação estabelecida pelo art. 1º da Lei Municipal nº 1.599, de 28.03.2006)
   III - A contribuição mensal do Município através dos Órgãos dos Poderes Legislativo e Executivo, inclusive de suas autarquias e fundações para a manutenção do regime de previdência social de que trata esta Lei, corresponde à alíquota de: (NR) (redação estabelecida pelo art. 1º da Lei Municipal nº 1.898, de 18.01.2010)
      a) 13,68 (treze vírgula sessenta e oito por cento) para Custeio Normal;
      b) 7,66 (sete vírgula sessenta e seis por cento) para Custeio Especial de janeiro de 2010, até Março de 2041, para amortização das insuficiências das reservas nos termos do § 1º, art. 2º da Lei nº 9.717/98.
(Vide) (Veja também as Leis nºs 1.939/2010, 1.992/2010, 2.284/2014, 2.362/2015, 2.403/2015, e 2.507/2016, que alteram as alíquotas estipuladas neste artigo)
   § 1º Os percentuais de contribuição previstos nos incisos I, II e III, deverão ser reavaliados atuarialmente nos termos do art. 15 desta Lei e conforme a legislação federal pertinente, e, quando necessário, atendendo as indicações do cálculo atuarial, serão alterados por lei.
   § 2º Ocorrendo majoração de alíquotas, sua exigibilidade dar-se-á a partir do dia primeiro do mês seguinte ao nonagésimo dia da publicação da lei referida no parágrafo anterior, sendo mantida, até essa data, a obrigatoriedade dos recolhimentos pelas alíquotas então vigentes.
   § 3º As contribuições e demais recursos de que trata este artigo somente poderão ser utilizados para pagamento de benefícios previdenciários do RPPS e da taxa de administração destinada à manutenção desse Regime.
   § 4º O valor da taxa de administração, mencionada no parágrafo anterior, será de até 2% (dois por cento) do valor total das remunerações, proventos e pensões dos segurados vinculados ao RPPS, relativamente ao exercício anterior, e poderá ser utilizado para o custeio das avaliações atuariais do RPPS, despesas com administração do Fundo, incluindo pagamento de gratificações a Conselheiros e cursos de aperfeiçoamento destes na área previdenciária, e ainda, outras despesas que vierem a ser aprovadas pelo Ministério da Previdência Social - MPS. (NR) (redação estabelecida pelo art. 3º da Lei Municipal nº 1.566, de 25.10.2005)
   § 5º Os recursos do FABS serão depositados em conta distinta das contas do Tesouro Municipal.
   § 6º As aplicações financeiras dos recursos mencionados neste artigo atenderão às resoluções do Conselho Monetário Nacional, sendo vedada a aplicação em títulos públicos, exceto os títulos públicos federais, bem como a utilização desses recursos para empréstimo de qualquer natureza.
   § 7º Adicionalmente a contribuição de que trata o inciso III deste artigo, todos os Órgãos e Poderes do Município, incluídas suas autarquias e fundações, a título de recuperação do passivo atuarial e financeiro, contribuirão com alíquota na razão de 1,36%, (um vírgula trinta e seis), por cento, incidente sobre a totalidade da remuneração de contribuição dos servidores ativos, inativos, e pensionistas, nos termos dos incisos I e II, durante um período de 12 (doze) meses, a contar da vigência desta Lei. (AC) (parágrafo acrescentado pelo art. 4º da Lei Municipal nº 1.566, de 25.10.2005)

Art. 13. (...)
   III - A contribuição mensal do Município através dos Órgãos dos Poderes Legislativo e Executivo, inclusive de suas autarquias e fundações para a manutenção do regime de previdência social de que trata esta Lei, corresponde à alíquota de:
(NR) (redação estabelecida pelo art. 1º da Lei Municipal nº 1.599, de 28.03.2006)
      a) 13,99% (treze por cento e noventa e nove centésimos) para Custeio Normal;
      b) mais 1,31% (um por cento e trinta e um centésimos) para Custeio Especial até Dezembro de 2006;
      c) mais 3,91% (três por cento e noventa e um centésimos) para Custeio Especial durante o ano de 2006; e,
      d) mais 6,51% (seis por cento e cinqüenta e um centésimos) para Custeio Especial de janeiro de 2008 até Março 2041 para amortização das insuficiências das reservas nos termos do § 1º, art. 2º da Lei nº 9.717/98.

Art. 13. (...)
   II - a contribuição previdenciária, de caráter compulsório, dos servidores públicos inativos e pensionistas de qualquer dos Órgãos e Poderes do Município, incluídas suas autarquias e fundações, na razão de 11%, incidente sobre o valor da parcela dos proventos que supere o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social;
(NR) (redação estabelecida pelo art. 2º da Lei Municipal nº 1.566, de 25.10.2005)

Art. 13. (...)
   II - a contribuição previdenciária, de caráter compulsório, dos servidores públicos inativos e pensionistas de qualquer dos órgãos e Poderes do Município, incluídas suas autarquias e fundações, na razão de 5%, incidente sobre o valor da parcela dos proventos que supere o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social;
   III - a contribuição previdenciária, de caráter compulsório, de todos os órgãos e Poderes do Município, incluídas suas autarquias e fundações, na razão de 12.52%, incidente sobre a totalidade da remuneração de contribuição dos servidores ativos, em disponibilidade remunerada, inativos e pensionistas, nos termos dos incisos I e II.
   § 4º O valor da taxa de administração, mencionada no parágrafo anterior, será de 2% do valor total das remunerações pagas aos servidores no ano anterior, e somente poderá ser utilizado para o custeio das avaliações atuariais do RPPS e gratificação de conselheiros devendo esse valor ser considerado quando da sua realização e contar com cobertura do plano de custeio.
(redação original)
Art. 14. Entende-se como remuneração de contribuição, para os efeitos desta Lei, o vencimento básico do cargo efetivo acrescido de todas as parcelas de caráter remuneratório e outras vantagens percebidas pelo servidor, conforme estabelecido em lei, excluídas:
   I - as diárias;
   II - os jetons;
   III - a ajuda de custo;
   IV - o auxílio para diferença de caixa;
   V - o auxílio para transporte;
   VI - o auxílio para alimentação;
   VII - o salário-família;
   VIII - o prêmio por assiduidade;
   IX - a gratificação por serviço extraordinário;
   X - as férias indenizadas;
   XI - o abono de permanência;
   XII - a gratificação de difícil acesso;
   XIII - os adicionais de insalubridade, penosidade e periculosidade.
   § 1º Integram a remuneração de contribuição o valor da gratificação natalina, o abono de férias, o salário-maternidade, o auxílio-doença e os valores pagos aos segurados, em razão do seu vínculo com o Município, decorrentes de decisão judicial ou administrativa, excluídas as parcelas referidas nos incisos I a XIII.
   § 2º A gratificação natalina será considerada, para fins contributivos, separadamente da remuneração de contribuição relativa ao mês em que for paga, e não integrará a média para efeito de cálculo dos benefícios.
   § 3º Para o segurado em regime de acumulação remunerada de cargos, considerar-se-á, para fins de incidência da contribuição e concessão de benefícios pelo RPPS, a integralidade da remuneração de contribuição referente a cada cargo.
   § 4º Salvo nos casos de possibilidade legal de incorporação, quando a contribuição é sempre obrigatória em relação à parcela passível de ser incorporada, o servidor ocupante de cargo efetivo poderá optar pela inclusão na base de contribuição da parcela percebida em decorrência do exercício de cargo em comissão ou função de confiança para efeito de cálculo do benefício a ser concedido com fundamento no art. 40 da Constituição, respeitada, em qualquer hipótese, a limitação estabelecida no § 2º do citado artigo.

Art. 15. O plano de custeio do RPPS será revisto anualmente ou sempre que se fizer necessário, observadas as normas gerais de atuária, objetivando a manutenção de seu equilíbrio financeiro e atuarial.
   § 1º A avaliação da situação financeira e atuarial será realizada por profissional ou empresa de atuária regularmente inscritos no Instituto Brasileiro de Atuária - IBA.

Art. 16. As contribuições previdenciárias previstas no artigo 13, bem como aquelas devidas nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 6º, deverão ser recolhidas até o dia cinco do mês seguinte àquele a que as contribuições se referirem, prorrogando-se o vencimento para o dia útil subsequente quando não houver expediente bancário no dia cinco.
   Parágrafo único. Na hipótese de alteração na remuneração de contribuição, a complementação do recolhimento de que trata o caput deste artigo ocorrerá no mês subsequente.

Art. 17. A contribuição previdenciária recolhida ou repassada em atraso fica sujeita a correção de acordo com o índice ou fator atualização incidente sobre os tributos municipais, além de juros de 12% (doze por cento).

Art. 18. Salvo na hipótese de recolhimento indevido, não haverá restituição de contribuições pagas ao RPPS.

CAPÍTULO IV - DA ORGANIZAÇÃO DO RPPS

Art. 19. Fica instituído o Conselho Municipal de Previdência - CMP, órgão de deliberação colegiada, com a seguinte composição:
   I - dois servidores representantes do Poder Executivo;
   II - um servidor representante do Poder Legislativo;
   III - três servidores representantes dos servidores ativos e
   IV - um representante dos servidores inativos e pensionistas.
   § 1º Cada Membro, necessariamente segurado do RPPS e que não exerça, no Município, o mandato de vereador, terá um suplente, também segurado, e serão nomeados pelo Prefeito para um mandato de dois anos, admitida uma única recondução.
   § 2º Os representantes, inclusive os suplentes, do Executivo e do Legislativo, serão indicados pelos Chefes dos próprios Poderes, e os representantes dos servidores ativos, dos inativos e pensionistas, por assembléia geral especialmente convocada para esse fim.
   § 3º Os Membros do CMP não serão destituíveis ad nutum, somente podendo ser afastados de suas funções depois de julgados em processo administrativo, culpados por falta grave ou infração punível com demissão, ou em caso de vacância, assim entendida a ausência não justificada em três reuniões consecutivas ou em quatro intercaladas no mesmo ano.
   § 4º Pela atividade exercida no CMP seus Membros serão remunerados mediante gratificação a ser suportada pela taxa de administração e fixada em lei.
   § 5º A Presidência do CMP será exercida por um dos seus Membros, escolhidos pelo conjunto dos Conselheiros, com mandato de um ano, permitida a recondução, uma vez, por igual período.
   § 6º Os Membros do CMP, quando no exercido das atribuições necessárias ao bom de seu mandato estão dispensados das atividades normais de seu cargo sem prejuízo da remuneração deste.

Seção I - Do Funcionamento do CMP

Art. 20. O CMP reunir-se-á, ordinariamente, em sessões mensais e, extraordinariamente, quando convocado pelo seu Presidente ou por, pelo menos, três de seus Membros, com antecedência mínima de cinco dias.
   Parágrafo único. Das reuniões do CMP, serão lavradas atas em livro próprio.

Art. 21. As decisões do CMP serão tomadas por maioria, exigindo o quorum mínimo de quatro Membros.
   Parágrafo único. O voto do Presidente decidirá os casos de empate.

Art. 22. Incumbirá à Secretaria de Administração proporcionar ao CMP os meios necessários ao exercício de suas competências.

Seção II - Da Competência Do CMP

Art. 23. Compete ao CMP:
   I - estabelecer e normalizar as diretrizes gerais do RPPS;
   II - apreciar e sugerir em relação a proposta orçamentária do RPPS;
   III - sugerir em relação à estrutura administrativa, financeira e técnica do FABS;
   IV - acompanhar, avaliar e sugerir em relação à gestão operacional, econômica e financeira dos recursos do RPPS;
   V - examinar e emitir parecer sobre propostas de alteração da política previdenciária do Município;
   VI - opinar sobre a contratação de empresas especializadas para a realização de auditorias contábeis e estudos atuariais ou financeiros;
   VII - opinar sobre a alienação de bens imóveis e o gravame daqueles já integrantes do patrimônio do FABS;
   VIII - opinar sobre a contratação de agentes financeiros, bem como a celebração de contratos, convênios e ajustes;
   IX - opinar sobre a aceitação de doações, cessões de direitos e legados, quando onerados por encargos;
   X - sugerir e adotar, quando de sua competência, as providências cabíveis para a correção de atos e fatos, decorrentes de gestão, que prejudiquem o desempenho e o cumprimento das finalidades do FABS;
   XI - acompanhar e fiscalizar a aplicação da legislação pertinente ao RPPS;
   XII - apreciar a prestação de contas anual;
   XIII - solicitar a elaboração de estudos e pareceres técnicos relativos a aspectos, atuariais, jurídicos, financeiros e organizacionais relativos a assuntos de sua competência;
   XIV - dirimir dúvidas quanto à aplicação das normas regulamentares, relativas ao RPPS, nas matérias de sua competência e
   XV - deliberar sobre os casos omissos no âmbito das regras aplicáveis ao RPPS.
   XVI - Manifestar-se em projetos de lei de acordos de composição de débitos previdenciários do Município para com o RPPS.

CAPÍTULO V - DO PLANO DE BENEFÍCIOS

Art. 24. O RPPS compreende os seguintes benefícios:
   I - Quanto ao segurado:
      a) aposentadoria por invalidez;
      b) aposentadoria compulsória;
      c) aposentadoria por idade e tempo de contribuição;
      d) aposentadoria por idade;
      e) auxílio-doença;
      f) salário-maternidade e
      g) salário-família.
   II - Quanto ao dependente:
      a) pensão por morte e
      b) auxílio-reclusão.

Seção I - Da Aposentadoria por Invalidez

Art. 25. A aposentadoria por invalidez será devida ao segurado que for considerado incapaz de readaptação e ser-lhe-á paga enquanto permanecer nessa condição, observado quanto ao seu cálculo, o disposto no art. 52.
   § 1º A aposentadoria por invalidez, quando for o caso, será precedida de auxílio-doença, que não poderá exceder o período de dois anos.
   § 2º A aposentadoria por invalidez terá proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável.
   § 3º Acidente em serviço é aquele ocorrido no exercício do cargo, que se relacione, direta ou indiretamente, com as atribuições deste, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
   § 4º Equiparam-se ao acidente em serviço, para os efeitos desta Lei:
      I - o acidente ligado ao serviço que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação;
      II - O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de:
         a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou colega de serviço;
         b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao serviço;
         c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiros ou de colega de serviço;
         d) ato de pessoa privada de uso da razão;
         e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior.
      III - a doença proveniente de contaminação acidental do segurado no exercício do cargo;
      IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horários de serviço:
         a) na execução de ordem ou realização de serviço relacionado ao cargo;
         b) na prestação espontânea de qualquer serviço ao Município para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito;
         c) em viagem a serviço, inclusive para estudo quando financiada pelo Município dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra, independentemente do ateio de locomoções utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado;
         d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoções, inclusive veículo de propriedade do segurada.
   § 5º Nos períodos destinados a refeição ou dessem ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este; o servidor é considerado no exercício do cargo.
   § 6º Consideram-se doenças graves, contagiosas ou incuráveis, a que se refere o parágrafo segundo, tuberculose ativa; hanseníase; alienação mental; neoplasia maligna; cegueira; paralisia irreversível e incapacitante; cardiopatia grave; doença de parkinson; espondiloartrose anquilosante; nefropatia grave; estado avançado da doença de Paget (osteite), síndrome da deficiência imunológica adquirida - AIDS e contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada.
   § 7º A concessão de aposentadoria por invalidez dependerá da verificação da condição de incapacidade total e definitiva para o exercido de qualquer cargo ou função pública, apurada mediante exame realizado por junta médica oficial do Município, podendo a Administração, quando entender conveniente, determinar nova avaliação médica para verificar a manutenção da incapacidade.
   § 8º Em caso de doença que impuser afastamento compulsório, com base em laudo conclusivo da medicina especializada, ratificado pela junta médica oficial do Município, a aposentadoria por invalidez independerá de auxílio-doença e será devida a partir da publicação do ato de sua concessão.
   § 9º A aposentadoria por invalidez será devida a partir da data da incapacidade a que se refere o § 7º, definida em laudo médico-pericial, aplicando-se, para a sua concessão, a legislação então vigente.
   § 10. O aposentado por invalidez que tiver cessada a incapacidade ou que voltar a exercer qualquer atividade remunerada, perderá o direito ao benefício, a partir da data da reversão.
   § 11. Conforme critérios estabelecidos em lei específica, os proventos de aposentadoria por invalidez concedidos de acordo com este artigo serão reajustados para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real.

Seção II - Da Aposentadoria Compulsória

Art. 26. O segurado será automaticamente aposentado aos setenta e cinco anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, observado quanto ao cálculo, o disposto no art. 52. (NR) (caput com redação estabelecida pelo art. 1º da Lei Municipal nº 2.466, de 18.05.2016)
   § 1º A aposentadoria será declarada por ato, com vigência a partir do dia imediato aquele em que o servidor atingir a idade-limite de permanência no serviço.
   § 2º Conforme critérios estabelecidos em lei especifica, os proventos de aposentadoria compulsória concedidos de acordo com este artigo serão reajustados para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real.

Art. 26. O segurado será automaticamente aposentado aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, observado quanto ao cálculo, o disposto no art. 52. (redação original)
Seção III - Da Aposentadoria por Idade e Tempo de Contribuição

Art. 27 O segurado fará jus à aposentadoria voluntária por idade e tempo de contribuição, com proventos integrais, calculados na forma prevista no art. 52, desde que preencha, cumulativamente, os seguintes requisitos:
   I - tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público;
   II - tempo mínimo de cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se dará a aposentadoria e
   III - sessenta anos de idade e trinta e cinco anos de tempo de contribuição, se homem, e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta anos de tempo de contribuição, se mulher.
   § 1º Os requisitos de idade e tempo de contribuição previstos neste artigo serão reduzidos em cinco anos, para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício da função de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.
   § 2º Conforme critérios estabelecidos em lei específica os proventos de aposentadoria por idade e tempo de contribuição concedidos de acordo com este artigo serão reajustados para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real.

Seção IV - Da Aposentadoria por Idade

Art. 28. O segurado fará jus à aposentadoria por idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, calculados na forma prevista no art. 52, desde que preencha, cumulativamente, os seguintes requisitos:
   I - tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público;
   II - tempo mínimo de cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se dará a aposentadoria e
   III - sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher.
   Parágrafo único. Conforme critérios estabelecidos em lei específica, os proventos de aposentadoria por idade concedidos de acordo com este artigo serão reajustados para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real.

Seção V - Do Auxílio-Doença

Art. 29. O auxílio-doença será devido ao segurado que ficar incapacitado para o seu trabalho por mais de quinze dias consecutivos e consistirá no valor da sua última remuneração no cargo efetivo.
   § 1º Será concedido auxílio-doença, a pedido ou de oficio, com base em inspeção realizada por médico oficial do Município.
   § 2º Findo o prazo do benefício, o segurado poderá ser submetido a nova inspeção médica, que concluirá pela volta ao serviço, pela prorrogação do auxílio-doença, pela readaptação ou pela necessidade de avaliação por junta médica oficial, nos casos de aposentadoria por invalidez.
   § 3º Nos primeiros quinze dias consecutivos de afastamento do segurado por motivo de doença, é responsabilidade do Município o pagamento da sua remuneração, que o fará com recursos não vinculados ao FABS.
   § 4º Se concedido novo benefício, decorrente da mesma doença, dentro dos sessenta dias seguintes à cessação do benefício anterior, este será prorrogado, ficando o Município desobrigado do pagamento relativo aos primeiros quinze dias.
   § 5º A remuneração a ser considerada para efeito deste artigo é aquela composta pelas parcelas permanentes e já incorporadas nos termos de Lei local, na data da concessão do benefício.

Art. 30. O segurado em gozo de auxílio-doença, insusceptível de recuperação para o exercício do seu cargo ou de readaptação deverá ser aposentado por invalidez.

Seção VI - Do Salário-Maternidade

Art. 31. Será devido salário-maternidade à segurada gestante, por cento e vinte dias consecutivos, com início entre vinte e oito dias antes do parto e a data de ocorrência deste.
   § 1º Em casos excepcionais, os períodos de repouso anterior e posterior ao parto podem ser aumentados de mais duas semanas, mediante inspeção realizada por médico oficial do Município.
   § 2º O salário-maternidade consistirá numa renda mensal igual à última remuneração da segurada.
   § 3º Em casos de aborto não criminoso, comprovado mediante atestado médico, a segurada terá direito ao salário-maternidade correspondente a duas semanas.
   § 4º O salário-maternidade não poderá ser acumulado com benefícios por incapacidade.
   § 5º Tratando-se de segurada ocupante de cargos acumuláveis, o salário-maternidade será devido em relação a cada cargo.
   § 6º A remuneração a ser considerada para efeito deste artigo é aquela composta pelas parcelas permanentes e já incorporadas nos termos de lei local, na data da concessão do benefício.

Art. 32. À segurada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança, é devido salário-maternidade pelos seguintes períodos:
   I - 120 (cento e vinte) dias, se a criança tiver até 1 (um) ano de idade;
   II - 60(sessenta) dias, se a criança tiver entre 1 (um) e 4 (quatro) anos de idade;
   III - 30 (trinta) dias, se a criança tiver de 4 (quatro) a 8 (oito) anos de idade.

Seção VII - Do Salário-Família

Art. 33. Será devido o salário-família, mensalmente, ao segurado ativo ou inativo, que tenha renda bruta mensal igual ou inferior à fixada pela legislação federal para a concessão do mesmo beneficio pelo Regime Geral de Previdência Social, na proporção do número de filhos ou equiparados, de qualquer condição, de até quatorze anos ou inválidos.
   § 1º Consideram-se equiparados para efeitos deste artigo o enteado e o menor tutelado, mediante declaração do segurado e desde que comprovada a dependência econômica.
   § 2º Para aferir a renda bruta mensal do segurado em acúmulo constitucional de cargos, deverá ser somada a remuneração percebida em cada um deles.
   § 3º O valor da cota do salário será em valor igual ao fixado pela legislação federal para os segurados do Regime Geral de Previdência Social.

Art. 34. Quando pai e mãe forem segurados do RPPS, ambos terão direito ao salário-família.
   Parágrafo único. Em caso de divórcio, separação judicial ou de fato dos pais, ou em caso de abandono legalmente caracterizado ou perda do poder familiar, o salário-família passará a ser pago diretamente àquele a cujo cargo ficar o sustento do menor.

Art. 35. O pagamento do salário-família é condicionado à apresentação da certidão de nascimento do filho ou da documentação relativa ao equiparado ou ao inválido, e à apresentação anual de atestado de vacinação obrigatória e de comprovação de frequência à escola do filho ou equiparado que se encontre em idade escolar.

Art. 36. O salário-família não se incorporará à remuneração ou ao beneficio, para qualquer efeito.

Seção VIII - Da Pensão Por Morte

Art. 37. A pensão por morte consistirá numa importância mensal conferida ao conjunto dos dependentes do segurado, quando do seu falecimento.
   § 1º Será concedida pensão provisória por morte presumida do segurado, nos seguintes casos:
      I - sentença declaratória de ausência, expedida por autoridade judicial competente e
      II - desaparecimento em acidente, desastre ou catástrofe.
   § 2º A pensão provisória será transformada em definitiva com o óbito do segurado ausente ou deve ser cancelada com reaparecimento do mesmo, ficando os dependentes desobrigados da reposição dos valores recebidos, salvo má-fé.
   § 3º Conforme critérios estabelecidos em lei específica, os proventos de pensão concedidos de acordo com este artigo serão reajustados para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real.
   § 4º O pensionista de que trata o § 1º deverá anualmente declarar que o segurado permanece desaparecido, ficando obrigado a comunicar imediatamente ao gestor do FABS o reaparecimento deste, sob pena de ser responsabilizado civil e penalmente pelo ilícito.

Art. 38. A pensão por morte será devida aos dependentes a contar:
   I - da data do óbito;
   II - da data da decisão judicial, no caso de declaração de ausência;
   III - da data da ocorrência do desaparecimento do segurado por motivo de acidente, desastre ou catástrofe, mediante prova idônea.

Art. 39. O valor da pensão por morte será igual:
   I - à totalidade dos proventos percebidos pelo aposentado na data anterior à do óbito, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite; ou
   II - à totalidade da remuneração percebida pelo segurado no cargo efetivo na data anterior à do óbito, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a esse limite.
   Parágrafo único. Na hipótese de que trata o inciso II, a remuneração a ser considerada é aquela composta pelas parcelas permanentes e já incorporadas nos termos de lei local, na data do falecimento do segurado.

Art. 40. A pensão será rateada entre todos os dependentes em partes iguais e não será protelada pela falta de habilitação de outro possível dependente.
   § 1º O cônjuge ausente não exclui do direito à pensão por morte o companheiro ou a companheira.
   § 2º A habilitação posterior que importe inclusão ou exclusão de dependentes só produzirá efeitos a contar da data inscrição ou habilitação.
   § 3º Será revertida em favor dos dependentes restantes e rateada entre eles a parte do beneficio daqueles cujo direito à pensão se extinguir.

Art. 41. A cota individual da pensão será extinta: (NR) (redação estabelecida pelo art. 2º da Lei Municipal nº 2.466, de 18.05.2016)
   I - pela morte do pensionista;
   II - para filho, pessoa a ele equiparada ou irmão, de ambos os sexos, ao completar 21 (vinte e um) anos de idade, salvo se for inválido ou tiver deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;
   III - para filho, pessoa a ele equiparada ou irmão, caso inválidos, pela cessação da invalidez;
   IV - para filho, pessoa a ele equiparada ou irmão, que tenham deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave, pelo afastamento da deficiência, aferida em inspeção médica oficial;
   V - para cônjuge ou companheiro:
      a) se inválido ou com deficiência, pela cessação da invalidez ou pelo afastamento da deficiência, respeitados os períodos mínimos decorrentes da aplicação das alíneas "b" e "c";
      b) em 4 (quatro) meses, se o óbito ocorrer sem que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) contribuições mensais ou se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em menos de 2 (dois) anos antes do seu óbito;
      c) transcorridos os seguintes períodos, estabelecidos de acordo com a idade do dependente na data de óbito do segurado, se este ocorrer depois de vertidas 18 (dezoito) contribuições mensais e pelo menos 2 (dois) anos após o início do casamento ou da união estável:
         1) 3 (três) anos, no caso do dependente com menos de 21 (vinte e um) anos de idade;
         2) 6 (seis) anos, no caso do dependente com idade entre 21 (vinte e um) e 26 (vinte e seis) anos;
         3) 10 (dez) anos, no caso do dependente com idade entre 27 (vinte e sete) e 29 (vinte e nove) anos;
         4) 15 (quinze) anos, no caso do dependente com idade entre 30 (trinta) e 40 (quarenta) anos;
         5) 20 (vinte) anos, no caso do dependente com idade entre 41 (quarenta e um) e 43 (quarenta e três) anos;
         6) vitalícia, no caso do dependente com 44 (quarenta e quatro) ou mais anos de idade.
   § 1º Serão aplicados, conforme o caso, a regra contida na alínea "a" e os prazos previstos na alínea "c", ambas do inciso V deste artigo, se o óbito do segurado decorrer de acidente de qualquer natureza ou de doença profissional ou do trabalho, independentemente do recolhimento de 18 (dezoito) contribuições mensais ou da comprovação de 2 (dois) anos de casamento ou de união estável.
   § 2º O tempo de contribuição a outro Regime Próprio de Previdência Social ou ao Regime Geral de Previdência Social será considerado na contagem das 18 (dezoito) contribuições mensais de que tratam as alíneas "b" e "c" do inciso V deste artigo.

Art. 41. A cota da pensão será extinta:
   I - pela morte;
   II - para o pensionista menor de idade, ao completar vinte e um anos, salvo, se inválido, ou pela emancipação, ainda que inválido, exceto, neste caso, se a emancipação for decorrente de colação de grau científico em curso de ensino superior;
   III - Pela cessação da invalidez.
   Parágrafo único. Com a extinção do direito do último pensionista, extinguir-se-á a pensão
. (redação original)
Art. 42. A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo, observadas as regras da prescrição quinquenal.

Art. 43. Perde o direito à pensão por morte, após o trânsito em julgado, o condenado pela prática de crime de que tenha dolosamente resultado a morte do segurado. (NR) (redação estabelecida pelo art. 3º da Lei Municipal nº 2.466, de 18.05.2016)

Art. 43. Não faz jus à pensão o dependente condenado pela prática de crime doloso de que tenha resultado a morte do segurado. (redação original)
Art. 43-A. Perde o direito à pensão por morte o cônjuge, o companheiro ou a companheira se comprovada, a qualquer tempo, simulação ou fraude no casamento ou na união estável, ou a formalização desses com o fim exclusivo de constituir benefício previdenciário, apuradas em processo judicial. (AC) (artigo acrescentado pelo art. 4º da Lei Municipal nº 2.466, de 18.05.2016)


Art. 44. Será admitido o recebimento, pelo dependente, de até duas pensões no âmbito do RPPS, exceto as pensões deixadas por cônjuge, companheiro ou companheira, casos em que, ressalvadas as decorrentes de cargos acumuláveis, só será permitida a percepção de uma, ressalvado o direito de opção pela mais vantajosa.

Art. 45. A condição legal de dependente, para fins desta Lei, é aquela verificada na data do óbito do segurado, observados os critérios de comprovação de dependência.
   Parágrafo único. A invalidez ou a alteração de condições quanto ao dependente, supervenientes à morte do segurado, não darão origem a qualquer direito à pensão.

Seção IX - Do Auxílio-Reclusão

Art. 46. O auxílio-reclusão consistirá numa importância mensal concedida aos dependentes do servidor segurado recolhido à prisão que tenha renda bruta mensal igual ou inferior à fixada pela legislação federal para a concessão do mesmo benefício pelo regime Geral de Previdência Social, e que não perceber remuneração dos cofres públicos.
   § 1º O auxílio-reclusão será rateado em contas-partes iguais entre os dependentes do segurado referidos no caput.
   § 2º Será revertida em favor dos dependentes restantes, e rateada entre eles, a parte do benefício daquele cujo direito ao auxílio-reclusão se extinguir.
   § 3º O auxílio-reclusão será devido a contar da data em que o segurado preso deixar de receber dos cofres públicos.
   § 4º Na hipótese de fuga do segurado, o beneficio será restabelecido a partir da data da captura ou da reapresentação à prisão, nada sendo devido aos seus dependentes enquanto estiver o segurado evadido.
   § 5º Para a instrução do processo de concessão deste beneficio, além da documentação que comprovar a condição de segurado e de dependente, serão exigidos:
      I - documento que certifique o não pagamento da remuneração ao segurado pelos cofres públicos, em razão da prisão; e
      II - certidão emitida pela autoridade competente sobre o efetivo recolhimento do segurado à prisão e o respectivo regime de cumprimento da pena, sendo tal documento renovado trimestralmente.
   § 6º Caso o segurado venha a ser ressarcido com o pagamento da remuneração correspondente ao período em que esteve preso, e seus dependentes tenham recebido auxílio-reclusão, o valor correspondente ao período de gozo do beneficio deverá ser restituído ao FABS pelo segurado ou por seus dependentes, aplicando-se os juros e índices de correção incidentes no ressarcimento da remuneração.
   § 7º Aplicar-se-á ao auxílio-reclusão, no que couberem, as disposições atinentes à pensão por morte.
   § 8º Se o segurado preso vier a falecer na prisão, o benefício será transformado em pensão por morte.

CAPÍTULO VI - DAS REGRAS TRANSITÓRIAS SOBRE APOSENTADORIAS E PENSÕES

Art. 47. Ao segurado que tenha ingressado regularmente no serviço público até 16 de dezembro de 1998, ressalvada a opção por eventual regra mais vantajosa que lhe seja aplicável, é assegurada aposentadoria com proventos integrais, calculados na forma prevista no art. 52, pelas regras deste artigo, desde que preencha, cumulativamente, os seguintes requisitos;
   I - cinqüenta e três anos de idade, se homem, e quarenta e oito anos de idade, se mulher;
   II - cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria;
   III - contar tempo de contribuição igual, no mínimo, à soma de:
      a) trinta e cinco anos, se homem, e trinta anos, se mulher, e
      b) um período adicional de contribuição equivalente a vinte por cento do tempo que, em 16 de dezembro de 1998, faltaria para atingir o limite de tempo constante na alínea "a" deste inciso.
   § 1º O servidor de que trata este artigo que cumprir as exigências para aposentadoria na forma do caput terá os seus proventos de inatividade reduzidos para cada ano antecipado em relação aos limites de idade estabelecidos pelo art. 27, III, e § 1º, desta Lei, na seguinte proporção:
      I - três inteiros e cinco décimos por cento para aquele que completar as exigências para aposentadoria na forma do caput, até 31 de dezembro de 2005;
      II - cinco por cento para aquele que completar as exigências para aposentadoria na forma do caput, a partir de 1º de janeiro de 2006.
   § 2º O professor do Município que, até 16 de dezembro de 1998, tenha ingressado regularmente em cargo efetivo de magistério e que opte por aposentar-se na forma do disposto no caput, terá o tempo de serviço exercido até aquela data contado com o acréscimo de dezessete por cento, se homem, e de vinte por cento, se mulher, desde que se aposente, exclusivamente, com tempo de efetivo exercício nas funções de magistério, observado o disposto no § 1º.
   § 3º Conforme critérios estabelecidos em lei específica, os proventos de aposentadoria concedidos de acordo com este artigo serão reajustados para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real.

Art. 48. Ao segurado que tenha ingressado regularmente no serviço público até 31 de dezembro de 2003, ressalvada a opção por eventual regra mais vantajosa que lhe seja aplicável, é assegurada aposentadoria pelas regras deste artigo, desde que preencha, cumulativamente, os seguintes requisitos:
   I - sessenta anos de idade, se homem, e cinqüenta anos de idade, se mulher;
   II - trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher;
   III - vinte anos de efetivo exercício no serviço público; e
   IV - dez anos de carreira e cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria.
   § 1º Os requisitos de idade e tempo de contribuição previstos neste artigo serão reduzidos em cinco anos, para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício da função de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.
   § 2º Os proventos do segurado aposentado pelas regras deste artigo corresponderão, nos termos da legislação municipal, à totalidade da remuneração do cargo efetivo em que se der a aposentadoria, assim considerada aquela composta pelas parcelas permanentes e já incorporadas na data da concessão do benefício.
   § 3º Os proventos das aposentadorias concedidas conforme este artigo serão revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, na forma da lei, observado o disposto no art. 37, XI, da Constituição Federal.

Art. 49. Aos segurados que, até 16 de dezembro de 1998, data da publicação da Emenda Constitucional nº 20, de 314 de dezembro de 2003, data da publicação da Emenda Constitucional nº 41, tenham cumprido todos os requisitos para obtenção de aposentadoria e pensão, é assegurada a concessão desses benefícios, a qualquer tempo, com base nos critérios da legislação então vigente.
   § 1º Os proventos de aposentadoria a ser concedida aos servidores públicos referidos no caput, integrais ou proporcionais ao tempo de contribuição exercido até 16 de dezembro de 1998 ou 31 de dezembro de 2003, bem como as pensões de seus dependentes, serão calculados de acordo com a legislação em vigor à época em que foram atendidos os requisitos nela estabelecidos para a concessão desses benefícios ou nas condições da legislação vigente.
   § 2º Observado o art. 37, XI, da Constituição Federal, os proventos de aposentadoria e pensão abrangidos pelo caput serão revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também estendidos aos aposentados e pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, na forma da lei, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão.

CAPÍTULO VII - DA GRATIFICAÇÃO NATALINA

Art. 50. A gratificação natalina anual será devida àquela que, durante o ano, tiver recebido proventos de aposentadoria, pensão por morte, auxílio-reclusão, salário-maternidade, ou auxílio-doença pagos pelos FABS.
   § 1º A gratificação de que trata o caput será proporcional em cada ano ao número de meses de beneficio pago pelo FABS, em que cada mês corresponderá a um doze avos, e terá por base o valor do beneficio do mês de dezembro, exceto quando o beneficio encerrar-se antes deste mês, quando o valor será o do mês da cessação.
   § 2º A fração igual ou superior a 15 dias será considerada como um mês.

CAPÍTULO VIII - O ABONO DE PERMANÊNCIA

Art. 51. O segurado ativo que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas nos arts. 27 e 47 e que opte por permanecer em atividade, fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no art. 26.
   § 1º O abono previsto no caput será concedido, nas mesmas condições, ao servidor que, até 16 de dezembro de 1998, data da publicação da Emenda Constitucional nº 20, ou 31 de dezembro de 2003, data da publicação da Emenda Constitucional nº 41, tenham cumprido todos os requisitos para obtenção da aposentadoria voluntária, com proventos integrais ou proporcionais, com base na legislação então vigente, corno previsto no art. 49, desde que conte, no mínimo, vinte e cinco anos de contribuição, se mulher, ou trinta anos, se homem.
   § 2º O abono de permanência será devido a contar do requerimento formal do servidor e da sua opção expressa pela permanência em serviço, sendo condição para pagamento o cumprimento dos requisitos para aposentadoria nos termos do caput e do parágrafo primeiro.
   § 3º O pagamento do abono é responsabilidade do Município, que o fará com recursos não vinculados ao FABS.

CAPÍTULO IX - DISPOSIÇÕES GERAIS SOBRE OS BENEFÍCIOS

Art. 52. No cálculo dos proventos das aposentadorias referidas nos artigos 25, 26, 27, 28 e 47 desta Lei, será considerada a média aritmética simples das maiores remunerações utilizadas como base para as contribuições do segurado aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do inicio da contribuição, se posterior àquela competência.
   § 1º Para os efeitos do disposto no caput, serão utilizados os valores das remunerações que constituíram base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência, independentemente do percentual da alíquota estabelecida ou de terem sido estas destinadas para o custeio de apenas parte dos benefícios previdenciários, inclusive nos períodos em que houve isenção de contribuição ou afastamento remunerado do cargo, desde que este seja considerado como de efetivo exercício.
   § 2º Na hipótese da não instituição de contribuição para o regime próprio durante o período referido no caput, considerar-se-á, como base de cálculo dos proventos, a remuneração do segurado no mesmo período, inclusive naqueles em que houve afastamento remunerado, desde que este seja considerado como de efetivo exercido.
   § 3º As remunerações consideradas no cálculo do valor inicial dos proventos terão os seus valores atualizados, mês a mês, de acordo com a variação integral do indico fixado para a atualização dos salários-de-contribuição considerados no cálculo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
   § 4º Os valores das remunerações a serem utilizadas no cálculo de que trata este artigo serão comprovados mediante documento fornecido pelos órgãos e entidades gestoras dos regimes de previdência aos quais o servidor esteve vinculado.
   § 5º Para os fins deste artigo, as remunerações consideradas no cálculo da média, após a atualização dos valores, nos termos deste artigo, não poderão ser:
      I - inferiores ao valor do salário-mínimo nacional; ou,
      II - superiores ao limite máximo do salário de contribuição, quanto aos meses em que o servidor esteve vinculado ao regime geral de previdência social.
   § 6º Os proventos, calculados de acordo com o caput, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder a remuneração do respectivo segurado no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão.
   § 7º As maiores remunerações de que trata o "caput" serão definidas depois de aplicados os fatores de atualização e da observância, mês a mês, dos limites referidos no 5º.
   § 8º Havendo, a partir de julho de 1994, lacunas no período contributivo do segurado por ausência de vinculação a regime previdenciário, esse período será desprezado no cálculo de que trata este artigo;
   § 9º Para o cálculo de proventos proporcionais ao tempo de contribuição, considerar-se-á fração cujo numerador será o total desse tempo em dias e o denominador, o tempo, também em dias, necessário à respectiva aposentadoria voluntária, com proventos integrais, no cargo considerado.
   § 10. A fração de que trata o parágrafo anterior será aplicada sobre o valor dos proventos calculados na forma do caput, observando-se, previamente, a aplicação do limite de que trata o 6º deste artigo.

Art. 53. Independe de carência a concessão de benefício previdenciário pelo RPPS, ressalvadas as aposentadorias previstas nos arts. 27, 28, 47 e 48 que observarão os prazos mínimos previstos naqueles artigos.
   Parágrafo único. Para efeito do cumprimento dos requisitos de concessão das aposentadorias mencionadas no caput, o tempo de efetivo exercício no cargo em que se dará a aposentadoria deverá ser cumprido no cargo efetivo em que o servidor estiver em exercício na data imediatamente anterior à da concessão do benefício.

Art. 54. Ressalvada a compulsória e por invalidez, a aposentadoria vigorará a partir da data da publicação do respectivo ato.

Art. 55. Para fins de concessão de aposentadoria pelo RPPS é vedada a contagem de tempo de contribuição fictício.

Art. 56. Ressalvadas as aposentadorias decorrentes de cargos acumuláveis na forma da Constituição Federal, será vedada a percepção de mais de uma aposentadoria por conta do RPPS.

Art. 57. Desde que devidamente certificado e sem ressalvas, será computado, integralmente, o tempo de contribuição no serviço público federal, estadual, distrital e municipal, prestado sob a égide de qualquer regime jurídico, bem como o tempo de contribuição junto ao Regime Geral de Previdência Social na forma da lei.

Art. 58. Prescreve em cinco anos, a contar da data em que deveriam ter sido pagas, toda e qualquer ação do beneficiário para haver prestações vencidas ou quaisquer restituições ou diferenças devidas pelo RPPS, salvo o direito dos menores, incapazes e ausentes, na forma do Código Civil.

Art. 59. O segurado aposentado por invalidez permanente e o dependente inválido, independentemente da sua idade, deverão, sob pena de suspensão do benefício, submeter-se a exame médico a cargo do órgão competente sempre que solicitado pelo Município.

Art. 60. Qualquer dos benefícios previstos nesta Lei será pago diretamente ao beneficiário.
   § 1º O disposto no caput não se aplica na ocorrência das seguintes hipóteses, devidamente comprovadas:
      I - ausência, na forma da lei civil;
      II - moléstia contagiosa;ou
      III - impossibilidade de locomoção.
   § 2º Na hipótese prevista no parágrafo anterior, o beneficio poderá ser pago a procurador legalmente constituído, cujo mandato específico não exceda de seis meses, renováveis.
   § 3º O valor não recebido em vida pelo segurado será pago somente aos seus dependentes habilitados à pensão por morte, ou, na falta deles, aos seus sucessores, independentemente de inventário ou arrolamento, na forma da Lei.

Art. 61. Serão descontados dos benefícios pagos aos segurados e aos dependentes:
   I - o valor devido pelo beneficiário ao Município;
   II - o valor da restituição do que tiver sido pago indevidamente pelo RPPS;
   III - o imposto de renda retido na fonte;
   IV - a pensão de alimentos prevista em decisão judicial; e
   V - as contribuições associativas ou sindicais autorizadas pelos beneficiários.

Art. 62. Salvo no caso do salário-família, na hipótese de divisão entre aqueles que a ele fizerem jus e abono de permanência, nenhum beneficio previsto nesta Lei terá valor inferior a um salário-mínimo.

Art. 63. Concedida a aposentadoria ou pensão será o ato publicado e encaminhado à apreciação do Tribunal de Contas do Estado.
   Parágrafo único. Caso o ato de concessão não seja aprovado pelo Tribunal de Contas, o processo do benefício será imediatamente revisto e promovidas as medidas jurídicas pertinentes.

Art. 64. Fica vedada a celebração de convênio, consórcio ou outra forma de associação para a concessão dos benefícios previdenciários de que trata esta Lei com a União, Estados, Distrito Federal ou outro município.

CAPÍTULO X - DO REGISTRO CONTÁBIL

Art. 65. O RPPS observará normas de contabilidade, fixadas pelo órgão competente da União.

Art. 66. O Município encaminhará ao Ministério da Previdência Social, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, demonstrativo financeiro e orçamentário das receitas e despesas do RPPS, comprovante mensal do repasse ao RPPS das contribuições a seu cargo e dos valores retidos dos segurados e demonstrativo financeiro relativo às aplicações financeiras.
   Parágrafo único. Além dos demonstrativos mencionados no caput, deverão ser encaminhados todos os demais que venham a ser exigidos pela legislação federal pertinente.

Art. 67. Será mantido registro contábil individualizado para cada segurado que conterá:
   I - nome e demais dados pessoais inclusive dos dependentes;
   II - matrícula e outros dados funcionais;
   III - remuneração de contribuição, mês a mês;
   IV - valores mensais e acumulados da contribuição do servidor e
   V - valores mensais e acumulados da contribuição do município.
   VI - Valores das contribuições previdenciárias mensais e das acumuladas nos meses anteriores do segurado e do Município, suas autarquias e fundações.
   Parágrafo único. Ao segurado será enviado, anualmente, ou disponibilizado por meio eletrônico, extrato previdenciário contendo as informações previstas neste artigo.

CAPÍTULO XI - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS

Art. 68. As despesas e a movimentação das contas bancárias do FABS serão autorizadas em conjunto pelo Presidente do CMP e pelo Prefeito Municipal, podendo a representação de ambos se dar por servidor estável com delegação expressa, nomeado por Portaria após indicação do CMP. (NR) (redação estabelecida pelo art. 5º da Lei Municipal nº 2.466, de 18.05.2016)

Art. 68. As despesas e a movimentação das contas bancárias do FPSM serão autorizadas em conjunto pelo Presidente do CMP e pelo Prefeito Municipal, ou por Secretário Municipal com delegação expressa. (redação original)
Art. 69. Os recursos depositados nas contas do Fundo de Aposentadoria e Benefícios dos Servidores, instituído pela Lei Municipal nº 125/90, deverão ser aplicados consoante disposto nesta Lei.

Art. 70. As contribuições a que se refere o art. 13 desta Lei serão exigíveis a partir do dia primeiro do mês seguinte ao nonagésimo dia da publicação desta Lei, sendo mantidas, até essa data, a obrigatoriedade dos recolhimentos pelas alíquotas então vigentes.
   Parágrafo único. Decorrido o prazo estabelecido no caput, os servidores abrangidos pela isenção no 1º do art. 3º e no 5º do artigo 8º da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998, passarão a recolher a contribuição previdenciária correspondente, fazendo jus ao abono de permanência criado por esta Lei.

Art. 71. Esta Lei entrará em vigor no prazo de noventa dias contados de sua publicação.

Art. 72. Ficam revogadas a Lei Municipal nº 125/90, e todas as suas alterações posteriores, ficando revogadas também, todas as disposições relativas a matéria previdenciária editadas em leis ordinárias ou complementares, inclusive as disposições que constam da Lei Municipal nº 1.314/2002, a partir da vigência desta Lei que passará ser a única a regular a matéria do RPPS do Município.

REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE E CUMPRA-SE.

GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE SÃO MIGUEL DAS MISSÕES, em 12 de julho de 2005.

WALDIR PEDRO FRIZO
Prefeito Municipal


Nota: (Este texto não substitui o original)








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